DROGAS – A PERDIÇÃO DA JUVENTUDE

Fazendo uma análise mais profunda sobre a problemática das drogas, primeiramente devemos lembrar que ninguém começa a se drogar depois de velho. Sendo assim, em tese, é mais um problema para a juventude, pois é nesse momento que tudo se inicia.

A entrada nas drogas é fácil e acompanha a rebeldia e a curiosidade juvenil. Nesse instante de puro descobrimento, é natural que se busquem caminhos e oportunidades, aventuras e respostas. É aí que mora o perigo, pois as sensações proporcionadas inicialmente pelas drogas, podem se transformar em um sério problema com o passar dos tempos, pois quando chega na fase adulta, aquele jovem já perdeu a curiosidade e já sabe as respostas, mas não consegue encontrar as saídas.

Atualmente o Governo e os órgãos ligados à saúde pública, veem o drogado, o viciado, como um doente… Sem dúvida é verdade – está doente, porém não te oferecem a cura ou pelo menos a dignidade de um tratamento a altura do problema que agora passa a fazer parte do sistema de controle ou combate à Insegurança Pública. De um caso de saúde passa a ser visto como caso de polícia, que tanto debatemos.

Nesse ponto esse doente já está nas estatísticas, só que agora como mais um problema para o Governo resolver. Aquele garotinho rebelde, aquela garotinha linda… agora já não existem mais, pois deram lugar a empregados do crime, matadores, pedintes, viciados que muitas vezes foram obrigados a se prostituirem em troca de mais uma dose. Nesse aspecto, vale o lembrete, que a liberação da droga é pura falácia e joguete político, de quem faz politicagem barata à custa até da vida das crianças.

Essas crianças de ontem, ajudam o financiamento de campanhas políticas, apoiadas por traficantes e outros criminosos que vivem de sugar a consciência de pessoas que infelizmente não sabem o que estão fazendo. Hoje minhas palavras são duras e pesadas. Sinto muito, mas refletem a realidade de tantas famílias que sangram sem parar por mais essa ferida.

Fica aí o aviso, tanto aos governantes que precisam deixar a omissão e passar a encarar o problema com seriedade, como também para os próprios jovens que ainda conseguem se livrar. Saiam enquanto é tempo e aproveitem a vida, pois entre outras coisas ruins, a droga tira de você, até o seu direito de decidir.

AS MANIFESTAÇÕES DA INDEPENDÊNCIA

Nosso comentário de hoje busca trazer informações sobre os bastidores das manifestações que ocorreram no dia 07 de setembro. Em primeiro lugar não podemos esquecer que de um jeito ou de outro a política sempre foi a principal personagem, que contou com o apoio, até de quem odeia a própria política, por mais estranho que possa parecer.

No dia da independência mais uma onda de protestos aconteceu por todo o país, mostrando a indignação da população contra uma série de fatos e situações. Apesar da suposta desorganização das propostas, pois cada um podia pedir o que quisesse, algumas das bandeiras erguidas no mês de junho, não mais existindo os mesmos motivos, como por exemplo a dos preços das passagens de ônibus, foram naturalmente substituídas por outras, tal qual um cardápio novo, o que demonstra, além da insatisfação, um tanto de manipulação e orquestração da insatisfação e da pretensa vontade popular, sendo que dessa vez, com objetivos variados.

A direita criticando ações da esquerda… a esquerda obviamente, criticando o abuso do poder econômico, a imprensa mostrando tudo, desde que de acordo com sua linha editorial e por aí vai… O que fica de recado para os governos, tanto federal, como estadual, municipal ou distrital é que muita coisa ainda precisa mudar e apesar de não justificar, aquece os motores dos que são chamados de baderneiros, que acaba sendo um termo politicamente incorreto. Devo reafirmar que  sem dúvida, serei sempre contra, qualquer tipo de violência ao patrimônio público ou privado.

Porém devo lembrar que muitos desses mascarados, podem até não saber, mas o que estão fazendo é um tipo de politicagem também, quando destroem o que não lhes pertencem em troca de atenção quanto à sua rebeldia e repúdio contra o atual sistema de governo. Isso já aconteceu em países da Europa, América do Norte  e Ásia e para quem não sabe, Black bloc é o nome dado a uma estratégia de manifestação e protesto anarquista, na qual grupos de afinidade mascarados e vestidos de negro se reúnem com objetivo de protestar em manifestações anti-globalização, anti-capitalismo, conferências e várias outras ocasiões. Eles utilizam a propaganda pela ação para questionar o sistema vigente.

As roupas e máscaras negras que dão nome à estratégia são usadas para dificultar ou mesmo impedir qualquer tipo de identificação pelas autoridades, também com a finalidade de parecer uma única massa imensa, promovendo solidariedade entre seus participantes. Nesse aspecto o Governo começa a desarticular, esses que não podem ser confundidos com simples baderneiros, pois são organizados e possuem um objetivo comum.

Quando permite a mobilização, por ser um direito constitucional, mas exige o fim do anonimato, acabará enfraquecendo e dispersando os manifestantes que protestam com violência. Assim, vejo que as manifestações não acabarão ainda, mas a violência e a destruição tendem a diminuir. Demorou, mas parece que agora, a polícia dará a resposta que a maioria deseja.

 

MAIS UMA TRAGÉDIA EM FAMÍLIA

Cláudio AvelarMais uma vez somos obrigados a comentar um fato negativo que fez uma família inteira apareçer nas manchetes de TVs, jornais, revistas e sites por todo o país.
O pai que era um Policial Militar experiente, a mãe também PM, a avó e uma tia – Todos mortos com tiros precisos na cabeça, tal qual faria um gangster ou um matador profissional.
No segundo momento dessa cena pavorosa, um garoto de 13 anos, filho do casal, também aparece morto com um tiro fatal na cabeça. Um cenário de destruição e morte de uma família inteira.
Quem faria uma coisa dessas? Que pergunta estranha… Vamos aos fatos:
Houve um boato de que a mãe do garoto dias antes teria denunciado um esquema de corrupção na PM paulista.
Os parentes do garoto juram de pé junto que não poderia ter sido o filho do casal… Era um garoto bom, amoroso, bem amado, adorava a vó e vivia grudado com ela.
Imagens de câmeras de segurança mostram o garoto dirigindo o carro da família de madrugada, estacionando próximo a sua escola e pela manhã indo assistir a aula. Logo que chegou em casa, após pegar carona com o pai de um amigo, teria se matado.
Colegas da escola disseram que o amigo lhes contara que havia matado os pais.
Os indícios levam a polícia a indicar como autor dos disparos e consequentemente o responsável pelas mortes, infelizmente o garoto.
A perícia afirma que não pode entregar o resultado de todos os exames antes de 30 dias.
Nesse caso que ninguém viu ou ouviu os disparos e já que ninguém sobreviveu para contar a real história, somente sobra a Perícia como única possibilidade para solucionar o mistério.
Mas que diabos essa perícia demorar tanto. Como pode acontecer isso em um país que pretende marcar espaço como a quinta economia mundial? A única possibilidade de solução segue os prazos burocráticos e das filas dos inúmeros casos pendentes.
Esse infeliz modelo de investigação criminal, engessado pelo jurássico inquérito policial, não permite a evolução e mantém a tradição da morosidade e ineficiência. A sociedade merece respeito e as famílias dos mortos também.
Sem falar da falta de profissionalismo dos próprios policiais que parecem que nunca ouviram falar em preservação da cena do crime. Aqui, me desculpem a expressão é uma zona, nada funciona… Pelo menos se fosse bagunçado e rápido, com um jeitinho brasileiro, mas não é assim. Vai demorar com bagunça ou sem bagunça.
Demora, engessa, falta produtividade e eficiência.
Bem pra terminar, a menos que uma grande e bem montada conspiração tenha ocorrido para encobrir o crime, tudo leva a crer que realmente o autor teria sido o garoto Marcelo Pesseguini.
Estamos de olho