O Brasil mostrando a cara

O Brasil e o mundo ficaram de pé assistindo os últimos acontecimentos populares, que reuniram centenas de milhares de jovens nas principais cidades brasileiras. Faz tempo não se percebia tanto clamor popular, acompanhado de revolta e indignação.

Oferecemos a esses guerreiros do bem, principalmente aos nossos amigos jovens que estão participando das manifestações populares, algumas sugestões. As mobilizações são válidas e legítimas, mas cuidado, se afastem dos baderneiros, da depredação do patrimônio público, pois as coisas podem ficar piores e desviar do foco do objetivo desse trabalho, que é a melhora do nosso país.

Não poderíamos deixar de comentar sobre esse movimento, que é legítimo  e basicamente traduz tudo que os estudantes e também servidores públicos, principalmente estão buscando.

As principais cidades do país receberam essa demonstração de insatisfação com algumas coisas que acontecem no país. O movimento é altamente democrático, mas muito cuidado porque os oportunistas e aproveitadores podem pegar carona nesse movimento e fazer com que a violência faça parte desse projeto de engrandecimento do modelo estatal brasileiro.

Não deixem que os oportunistas apareçam, se aproximem e façam com que essa movimentação muito bacana se transforme em algo muito violento.

Todo cuidado é pouco.

O FALIDO MODELO POLICIAL BRASILEIRO

Nessa postagem vamos fazer uma abordagem muito especial sobre um tema com características muito próprias: A polícia brasileira.
Nesse contexto começamos a avaliar a forma, o modelo, o treinamento, a hierarquia e como resultado de tudo isso, o efetivo trabalho policial.
Nesse primeiro momento devemos ressaltar que para essa apresentação fizemos um comparativo com policias de vários países e que apresentam um resultado satisfatório.
Começamos a avaliar o modo de ingresso nas polícias, que no Brasil se dá através de concurso, assim como para praticamente todos os cargos públicos.
As exceções estão presentes apenas nos terceirizados, que preenchem os espaços, em funções, em tese, de menos importância e nos comissionados, que atuam em funções estratégicas, porém quase sempre com indicações políticas e que deveriam atender princípios técnicos. Mas isso é outra história.
A Polícia Rodoviária Federal, possui apenas um cargo policial com atribuições bem definidas para os ocupantes dos diferentes níveis. Esse seria o modelo ideal para todas as outras, pois o ingresso é em um mesmo cargo e depois com experiência e merecimento, galga posições na hierarquia, dificultando que um servidor incapaz seja indicado para uma posição estratégica, por exemplo.
O que diferencia o policial na PRF, primeiramente é o tempo de serviço, pois obviamente, com o passar dos anos se agrega experiência e depois virão o perfil profissional e a capacidade técnica, fatores decisivos, para a delimitação de funções.
Nesse caso, fica facilitado o sistema de gestão de Recursos Humanos, fator que deveria ser decisivo para as indicações ou promoções em qualquer empresa, seja ela pública ou privada.
Por isso entendemos que entre todas as instituições policiais, essa reúne as melhores condições de direcionar as atribuições importantes para os mais competentes, sem retirar um dos principais fatores que empurram o homem no trabalho, seja para cima ou para baixo: MOTIVAÇÃO.
O que notamos em todas as demais instituições policiais é exatamente o contrário, pois não existe motivação para o bom trabalho e o Estado ainda insiste acreditar que salário basta. Não basta e o policial que resolve trabalhar com afinco e seriedade, acaba se tornando um verdadeiro herói para a sociedade, mas para os colegas, não passa de bobo, puxa saco ou aproveitador.
Esse dilema, passa diretamente pela gestão, quase sempre inadequada e resulta no que acompanhamos nos noticiários, que não conseguem mostrar melhora no sistema público de controle da insegurança.
Nos próximos programas, nos comprometemos a esmiuçar com detalhes as outras estruturas policiais brasileiras e o internauta, poderá de forma mais consistente, interagir e opinar.
Não se esqueça, sua opinião é muito importante para nós do Painel Brasil.
Muita coisa precisa mudar.

Cláudio Avelar

Áudio disponível em: http://www.painelbrasiltv.com.br/

CRIMINALIDADE EM VANTAGEM COM NOVAS POLÍTICAS DE SEGURANÇA

Nesse comentário faremos uma breve análise acerca dos números da violência, infelizmente sempre em crescimento.

Roubos, furtos, estupros, sequestros, homicídios, enfim…a violência sempre aumentando e os discursos oficiais, tentando disfarçar ou justificar as estatísticas negativas para com a sociedade, imaginando convencer que os números irão diminuir…e a partir dos registros poderão reprimir e por aí vai.

O fato é que a insegurança é geral e ninguém consegue acreditar que as melhoras finalmente irão acontecer. Não sou pessimista, mas a realidade para os órgãos de segurança é uma e para os cidadãos é outra completamente diferente.

Em Brasília até hoje mais de 200 homicídios desde o início do ano, em apenas cinco meses. Esse quadro alarmante fez com que as autoridades decidissem por algo inédito: pagar um abono aos policiais, bombeiros e Agentes do Detran por arma apreendida.

Em princípio pode ser visto como um incentivo mas poderá desencadear problemas não percebidos, pois antes da morte propriamente dita, outros fatores deveriam ser observados para avaliar os índices de violência já que a arma não é o motivo do homicídio, mas tão somente o meio empregado, a ferramenta.

Deveriam ser verificados primeiro os reais motivos do crime e não somente o meio utilizado. São paliativos tal qual o doente que não vai ao médico e que não se cura, pois sente dores de cabeça como consequência de uma doença que nunca é tratada, e os comprimidos para dor que toma, somente resolvem um desconforto momentâneo, mas não conseguem atingir a causa da dor.

Da mesma forma é o combate ao crime no Brasil. Métodos ineficientes que não curam, não resolvem o problema, mas apenas mascaram a doença que nunca é tratada.

Hoje pagaremos extras aos policiais que apreendam armas. Amanhã deveremos pagar àqueles que apreendem drogas. E quanto pagaremos aos que prenderem os matadores? Esses também merecem um dinheirinho a mais. E os peritos que auxiliam na investigação não merecem nada além do salário.

Devemos ter muito cuidado com certas medidas pois podem provocar na verdade muita insatisfação na “tropa” e fazer por exemplo que somente se dediquem então as apreensões de armas e deixem os outros crimes de lado, pois na visão do Estado nada valem.

Não adianta cobrir a cabeça e descobrir os pés.
Muita teoria de demagogos sem experiência – pouca eficácia.

Cláudio Avelar

Estamos de olho

OS DEFEITOS DO SISTEMA CRIMINAL

por Cláudio Avelar

Esse tema é um tema um tanto quanto desconfortável para a opinião pública, de
modo geral: Os defeitos do sistema criminal, primeiramente na esfera policial, e na segunda fase, durante o processo judicial depois de instalado.

É importante salientar que somente após a intervenção do Ministério Público, que sendo
convencido de que houve crime, oferece a denúncia, que se acatada pelo Juiz, se inicia então o devido processo legal judicial.

Até então na esfera investigativa, feita pela polícia, não se pode defender, pois somente
o Ministério Público pode acusar e cabe à polícia apenas formar a prova para fins de
convencimento, primeiro do promotor ou procurador, conforme o caso e depois para o
Judiciário.

Na primeira fase, que infelizmente é extremamente burocrática e subjetiva, seguindo os
moldes dos Tribunais da Santa Inquisição, por mais incrível que possa parecer, a polícia
investiga, de modo solitário, instaurando o “inquérito Policial”. Nessa fase, apesar de não
poder se defender, o “investigado” pode ser intimado, interrogado, indiciado e até preso sem que ninguém fique sabendo.

Somente após concluídas as formalidades é que se comunica ao Juiz e MP, no caso de prisão e nos demais casos, tidos como menos gravosos, somente é comunicado aos outros poderes, após o final da investigação, onde a autoridade policial conclui e relata finalmente. Esse escandaloso instrumento, repito, aos moldes da Santa Inquisição, pode levar anos e na maioria dos casos, não resulta em nada, pois são arquivados sem indicar autoria e materialidade, motivo maior de sua existência.

O processo então nem se fala, pois agilidade não existe e os prazos são sempre grandes
demais quando se pesa o interesse social.
Nossa persecução criminal, ainda no modelo colonial, preza pelo favorecimento e
subjetividade, dando amplos poderes à polícia. Nada parecido, por exemplo com o modelo americano, quando de forma sumaríssima, o criminoso é julgado imediatamente após a prisão e se estiver solto, por algum motivo, o julgamento ocorre igualmente rápido e a condenação é certa se a culpa for demonstrada pela investigação, que ocorre com o apoio e controle dos Promotores.

Enquanto lá é assim, é normal julgamentos no Brasil ocorrerem 20 anos após o fato. Assim, as testemunhas no processo não se lembram mais o que aconteceu, a acusação, na maioria das vezes não acompanhou o caso e por aí vai, na contramão do desejo da sociedade, que sonha com o dia que os criminosos ficarão presos.

Nessa linha de pensamento, o caos criminal não termina, pois aqui praticamente, ninguém fica preso pelo tempo da sentença inicial. São tantos os recursos e facilidades que as penas na grande maioria dos casos não são cumpridas integralmente, dando espaço às reduções e benefícios ao criminoso, que sai do presídio com facilidade e não teme o sistema, favorecendo mais ainda a impunidade, a barbaridade e consequentemente então a violência tende a aumentar mais e mais.

Esperamos que o sistema penal seja reformulado, por gente séria e que entenda realmente o que está fazendo e deseje com sinceridade a punição para os criminosos.
Lugar de bandido é na cadeia!!

Estamos atentos.