Massacres – Violência – Políticas de Segurança Pública

Todos assistimos, estarrecidos, os comentários na imprensa de todo o mundo sobre o último massacre ocorrido nos Estados Unidos.

Violência sem motivo? Excesso de liberdade? Loucura? Drogas? Que tipo de desatino, que tipo de situação leva uma pessoa a cometer uma coisa dessas? Que motivos teria alguém para cometer uma barbaridade como essa? Por que os alvos são pessoas inocentes?

Vamos então fazer uma pausa e imaginar… Quem eles querem na verdade atingir…?

O estudo mais aprofundado da criminologia demonstra sempre que por trás de um crime, muitas vezes existem motivos que vão muito além dos fatos conhecidos, mas sempre, sem dúvida, possuem um início e certamente conexões com o fato avaliado.

Desta vez, um jovem de 20 anos assassinou 20 crianças e 6 adultos, depois cometeu suicídio. 12 meninas e 8 meninos; 16 crianças tinham 6 anos e 4 tinham 7 anos; o mais jovem completara seis anos no dia 20 de novembro; o mais velho havia completado 7 anos em 25 de setembro. A maioria das crianças estava no primeiro ano, segundo as autoridades. 6 mulheres adultas, funcionárias da escola, também morreram no massacre, incluindo a diretora, duas professoras e a psicóloga da escola.

Das várias coisas que ouvi sobre ao assunto, destaco algumas. “Isso é coisa de americano”; “Como alguém pode fazer uma coisa dessas?”; “Nos estados Unidos sempre acontece coisas assim”… e por aí vai.

Fazendo um parêntese com o que acontece no Brasil, lembramos que pouco tempo atrás, um jovem entrou em uma escola e atirou em várias crianças. Também similar.

Este ano, em São Paulo, centenas de pessoas foram mortas, também um massacre… De forma diferente, mas não deixa de ser um massacre.

Os governadores de todo o país devem pensar… “São Paulo é uma vergonha”…

Os prefeitos, por sua vez, devem dizer… “O que acontece em São Paulo é um absurdo”…

Os cidadãos em contrapartida então devem ter o direito de pensar, podem pensar… “Ainda bem que é só em São Paulo”…

Devemos então aproveitar esses maus momentos para, no mínimo refletir, trazendo para a nossa realidade… E se fosse aqui, o que faríamos? Estaríamos prontos para dormir e acordar, sem o pavor que acompanha as tragédias? A Secretaria de Segurança está preparada para a intervenção? A polícia consegue se mobilizar com eficiência?

O mais importante é que as autoridades públicas não se esqueçam de que nada acontece por acaso e que a violência está cada vez mais se entranhando no inconsciente e por isso, talvez, vez por outra nos deparemos com situações fatídicas como essas.

Não existe, infelizmente, uma solução pontual, mas sem dúvida a implementação de Políticas Públicas de interatividade social e de prevenção podem fazer toda a diferença.

SEGURANÇA PÚBLICA – CAOS SOCIAL

Estamos acompanhando com surpresa os alarmantes números dos homicídios em São Paulo. Nunca tantas pessoas foram vítimas de arma de fogo, tanto na capital paulista como no interior.

A Secretaria de Segurança Pública não se entende e procurando motivos e justificativas coloca a culpa no tráfico, na fronteira, no exército, na PF, no vizinho e em mais um monte de outras figuras, para desviar o foco da falta de competência no enfrentamento ao crime organizado.

O fato é que o trabalho deve ser feito de forma contínua e preventiva e não apenas se atendo aos números da violência, para após o crime ocorrer, se verificar estatisticamente onde a Polícia deve se fazer presente – BALELA – e apenas repete outros momentos pretéritos de desorganização institucional.-

Percebi até que alguns segmentos, tentando desviar o foco criaram um motivo para a falência do sistema. Insinuaram que a onda de ataques teria começado após Policiais Militares, matarem alguns criminosos e em decorrência de sua truculência, haveriam motivado assim, o crime a se vingar e começar a matar de forma descabida.

Falácia, pois o crime está descontrolado por conta da falta de prevenção e repressão adequada, pois em que pese o número de policiais, a Instituição não consegue atuar de forma inteligente e qualificada, além do mais, lugar de polícia é na rua e de bandido é na cadeia e as vezes parece que acontece o contrário.

A morte por si só, não possui cabimento e o fato é que a sociedade merece respeito e o Estado tem a obrigação de zelar por sua segurança.

Por analogia, imaginemos o caso de Brasília, que não possui histórico de quadrilhas atuando de forma organizada e violenta, resolverem fazer o mesmo na Capital Federal. Apesar de serem os policiais mais bem pagos do país e sem dúvida, muito bem preparados e qualificados, não possuem experiência, em casos desse tipo.

Os moradores do DF então somente possuem a opção de rezar, pois proporcionalmente ao tamanho da população, o número de homicídios no DF aparentemente é maior do que os de São Paulo e sem os extermínios de Policiais e queimas de arquivo.

Deus nos ajude