Cláudio Avelar, suplente no Senado, no evento que anunciou o apoio oficial do Partido Comunista do Brasil -PCdoB- à candidatura de Dilma Rousseff do PT à Presidência da República





 

 


LIGAÇÕES DE CACHOEIRA CONTINUAM SURPREENDENDO

Após ser deflagrada a Operação da Polícia Federal que culminou com a prisão de vários envolvidos com atividades ilegais do Bicheiro Carlinhos Cachoeira, que encontra-se recolhido no Presídio Federal em Mossoró/RN, muita coisa vem surpreendendo a população brasileira.

O Procurador Geral da República Roberto Gurgel, que já conhecia o caso desde 2009, somente se manifestou há poucos dias, alegando que aguardava provas mais contundentes. Começa então uma avalanche de gravações telefônicas realizadas com autorização da justiça, mas que agora vem a público e ninguém sabe qual é a origem do que se chama de “vazamento”.

O Senador Demóstenes Torres primeiro afirmara que nada havia feito de ilegal, apesar de 298 ligações registradas e gravadas pelos policiais federais, recebendo apoio incondicional de seus pares, mesmo tendo recebido presentes suspeitos de Cachoeira. Demóstenes recebeu um fogão e geladeira avaliados em U$ 27.000,00, mas que teriam sido, segundo o Senador,  presente de casamento e suas regras de boa conduta o impediam de rejeitar, pois seria falta de educação – BRAVATA.

Depois de outros sórdidos detalhes, se viu abandonado pelo DEM e por todos os outros senadores, passando de caçador a caçado. Dizem as más línguas que o São Jorge virou Dragão. O Deputado Federal Protógenes Queiroz já recolheu assinaturas e solicitou a instalação de uma CPI, que poderá até acontecer pelas duas casas, pois o Senado e a Câmara poderiam instalar uma Comissão mista, mas isso somente iria acontecer, depois de muita articulação e aconchegos políticos.

Desde o primeiro dia em que as notícias da operação policial foram divulgadas, acontece um fenômeno na mídia, pois mesmo sem serem requentadas, as notícias do caso continuam em todos os jornais diariamente e sempre com fatos novos, divulgando uma fantasmagórica lista de personalidades que representam o poder público, aparecendo envolvidas nesse que já se mostra como sendo o maior dos desastres permeados pela corrupção, que envolvem figuras os poderes da República: Por hora Executivo e Legislativo.

A última novidade veio ao mundo, após a imprensa divulgar uma gravação telefônica em que aparecem auxiliares do Contraventor se referindo a facilidades com pagamento de propina à Cláudio Monteiro, Chefe de Gabinete de Agnelo Queiroz. Após saber da denúncia, Monteiro negou com veemência ter qualquer ligação com o caso, mas pouco tempo depois, pediu afastamento dos cargos que ocupava no GDF. Sinceramente eu espero que não seja verdade. Por essa nem eu esperava, apesar de toda a minha experiência na área da Segurança Públical.

Para aliviar a tensão, a imprensa divulgou que a atual mulher do bicheiro, estaria negociando com a revista Play boy um ensaio fotográfico sensual. Adivinhem aonde? Obvio que será numa das mais famosas cachoeiras de Goiás – O salto de Itiquira (distante cerca de 60 km de Brasília). Pelo menos os leitores da revista poderão se deliciar com uma beldade, que aparece para o mundo, depois de divulgada a notícia da sujeira que nenhuma cachoeira conseguiria lavar.


POLÍTICA X POLITICAGEM – A busca pela ética

Infelizmente mais um político seduzido pelo poder econômico. Tenho certeza que muita gente acreditava no Senador Demóstenes Torres e alguns até achavam que ele deveria ser candidato à Presidência da República. De qualquer forma, demorou mas saiu da toca e a população brasileira agora conhece a outra face da moeda. Não preciso entrar no mérito e provocar a discussão sobre se ele é honesto ou desonesto. Isso já passou, pois a imprensa já debateu demais sobre o assunto e desde as primeiras divulgações, diariamente a maioria dos jornais de grande circulação, publicam matérias sobre o assunto, fazendo com que o senador fosse mais que crucificado. Veremos então como vai se desenrolar o processo de cassação no Conselho de  Ética em um ano eleitoral

O que me proponho agora é iniciar outro debate: o da falsidade presente no ambiente político. Uns gritam e esbravejam, travestindo-se de lutadores e defensores da ética, enquanto outros defendem os temas abertamente, mas se expondo até os limites da intransigência parlamentar, que sabemos todos  é corporativista ao extremo, porém até a primeira prova e dependendo do tamanho e da temperatura de suas próprias costas.

Devemos esperar que nossa honra seja lavada pelos rios, mares e “cachoeiras” do Brasil. Ninguém aguenta mais tanta corrupção.

Chega de falsidade – chega de fisiologismos. A população não aguenta mais se decepcionar com os que recebem seu voto.

A ética deve começar a ser implementada dentro de casa. A faxina somente vai acabar daqui há muitos anos, quando o consciente coletivo não mais pensar em levar vantagem em tudo, certo?


Federais prendem quadrilha que aproveitava acidentes aéreos para fraudar INSS

Segundo a PF, foram identificados ao menos nove casos, sendo quatro relacionados ao acidente com o voo 1907 da Gol (2006), dois do voo 3054 da TAM (2007) e três do voo 447 da Air France (2009).

280px-tam_linhas_aereas_flight_3054Aproximadamente 160 policiais federais e técnicos da Previdência Social participam das operações “Miragem” e “Caixa Preta”. A Justiça expediu 17 mandados de prisão preventiva que já foram cumpridos 28 mandados de busca e apreensão.

Relações de parentesco foram forjadas já que muitas pessoas que morreram não deixaram dependentes para justificar a concessão de pensões por morte irregulares.

De acordo com o  coordenador da operação,  os fraudadores usavam números de CPFs verdadeiros e criavam nomes fictícios para criar um falso laço de parentesco com alguma vítima dos acidentes.

“As pessoas que faleceram nesses acidentes, e que a princípio não teriam deixando dependentes econômicos ou familiares, eram alvos desses criminosos. Eles utilizavam essas pessoas para criar um fantasma e entrar com pedido de pensão pelo falecimento delas”, disse o policial federal.

As fraudes com pensões concedidas a falsos dependentes de vítimas de acidentes aéreos resultaram em prejuízo de R$ 358 mil. O primeiro benefício começou a ser pago em julho de 2010, e o último em agosto deste ano.

Segundo Maria Alice Rocha Silva, superintendente regional do INSS, as quadrilhas sempre pediam benefícios próximos do teto previdenciário (R$ 3.691,74, atualmente).

Além das fraudes nas pensões, a investigação identificou outras 156 aposentadorias obtidas com documentos fraudulentos.

Neste caso, as quadrilhas cobravam R$ 40 mil por cada aposentadoria. Segundo o delegado, alguns dos “clientes” chegaram a vender o carro para juntar o dinheiro.

No total, as quadrilhas causaram um prejuízo aos cofres públicos estimado em R$ 3 milhões. Todos os benefícios foram suspensos hoje.

EMPREGO FALSO

“A organização criminosa era composta por quatro células distintas que trocam favores e irregularidades entre si, visando criar vínculos empregatícios irreais, segurados fictícios e relações de dependência econômica inexistentes. Para isso, falsificavam documentos públicos, inseriam dados falsos nos sistemas da Previdência Social e corrompiam servidores”,conforme informações da Previdência.

De acordo com o órgão, despachantes e servidores inseriam informações fictícias nos sistemas previdenciários e falsificavam documentos públicos para conseguir a concessão de benefícios, pensões por morte e aposentadorias.

Entre os presos nesta quinta-feira estão cinco servidores do INSS, que atuavam nos postos de São João de Meriti (Baixada Fluminense) e Santa Cruz (zona oeste do Rio).

Os suspeitos responderão pelos crimes de estelionato, inserção de dados falsos em sistemas de informação, falsidade ideológica, falsificação de documento público, advocacia administrativa e formação de quadrilha.


PRESIDIÁRIOS CUSTAM MAIS PARA O BRASIL DO QUE OS ALUNOS DE ESCOLAS PÚBLICAS

Dados revelam subinvestimento e má gestão na educação e ineficiência do sistema prisional

Alessandra Duarte

Fonte: O  Globo

presoRIO – Enquanto o país investe mais de R$ 40 mil por ano em cada preso em um presídio federal, gasta uma média de R$ 15 mil anualmente com cada aluno do ensino superior — cerca de um terço do valor gasto com os detentos. Já na comparação entre detentos de presídios estaduais, onde está a maior parte da população carcerária, e alunos do ensino médio (nível de ensino a cargo dos governos estaduais), a distância é ainda maior: são gastos, em média, R$ 21 mil por ano com cada preso — nove vezes mais do que o gasto por aluno no ensino médio por ano, R$ 2,3 mil. Para pesquisadores tanto de segurança pública quanto de educação, o contraste de investimentos explicita dois problemas centrais na condução desses setores no país: o baixo valor investido na educação e a ineficiência do gasto com o sistema prisional.

Apenas considerando as matrículas atuais, o chamado investimento público direto por aluno no país deveria ser hoje, no mínimo, de 40% a 50% maior, aponta a Campanha Nacional pelo Direito à Educação, que desenvolveu um cálculo, chamado custo aluno-qualidade, considerando gastos (de salário do magistério a equipamentos) para uma oferta de ensino de qualidade.

— Para garantir a realização de todas as metas do Plano Nacional de Educação que está tramitando no Congresso, seriam necessários R$ 327 bilhões por ano, o que dobra o investimento em educação — afirma Daniel Cara, coordenador da campanha.

Verbas minguadas para educação

Para Cara, não seria o caso de falar em sobreinvestimento no preso, “até porque vemos como é precária a situação das penitenciárias brasileiras”, e porque, lembra ele, a prisão é uma “instituição total, o preso vive lá”:

— Mas há, sem dúvida, subinvestimento em educação. O que é mais grave se considerarmos que, nos direitos sociais, a educação é o que abre as portas para os outros direitos. A violência não vem pela pobreza, vem pela desigualdade. Por isso, um investimento maior no conjunto dos direitos sociais, e aí se inclui a educação, poderia diminuir a despesa com segurança.

O gasto com educação poderia melhorar com maior foco na aprendizagem, destaca Mozart Neves Ramos, do Todos pela Educação e do Conselho Nacional de Educação (CNE):crianca-na-escola

É verdade que o Brasil ainda investe pouco na educação básica, e mais dinheiro é fundamental. No entanto, é necessário que a verba chegue à escola e que seja mais bem aplicada. Melhorar a eficiência da gestão dos recursos é importantíssimo. Uma boa gestão pode criar uma escola motivadora. E um aluno que tem sucesso escolar raramente abandona a escola e está mais longe de ser preso.

— Minha mãe, que está presa há três meses, estudou só até a 2 série. Eu acredito que ela está presa também por conta do pouco conhecimento que tem. Nunca soube que carreira seguir, nunca teve um ensino que a fizesse ter alguma perspectiva — diz Debora Magalhães, filha de Vitânia, presa por tráfico de drogas em Bangu.

Secretário estadual de Educação do Rio, Wilson Risolia diz que o país está preferindo “gastar mais com o sinistro do que com o seguro”:

— É uma irracionalidade, um passivo que o Estado precisa resolver. Nos países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o custo por aluno no nível superior é cerca de três vezes maior do que na educação básica. No Brasil, é bem maior (mais de seis vezes). Mas não é suficiente aumentar o gasto, é preciso melhorar a qualidade. No Rio, fizemos uma recontagem de alunos e vimos que havia 120 mil que, apesar de constarem na base de dados, não eram mais da rede. A verba era passada para alunos que não existiam; um número X de provas ia para o colégio, e parte era jogada no lixo, por exemplo. Corrigindo, foram R$ 111 milhões alocados em outros lugares.

Apesar de a diferença entre o custo do aluno universitário e o do preso em presídios federais ser menor, ela é o que choca, diz o sociólogo Michel Misse, professor da UFRJ:

— Esse é um dado impressionante, porque o custo de um universitário, pelos gastos que uma universidade deve ter com pesquisa, deveria ser bem maior. É o custo de você formar um cientista, um médico, um engenheiro — afirma Misse, para quem, porém, não se deve pensar que uma prisão custe pouco. — O preso mora lá, e um aluno não mora na escola. O problema é analisar o gasto que se tem em relação às condições dos presídios.

Presidente do Conselho Nacional de Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Administração Penitenciária (Consej), Carlos Lélio Lauria Ferreira diz que quanto mais baixo o custo com o preso, piores as condições:

— O preço varia de acordo com o tratamento. Se o valor é baixo, desconfie. A alimentação pode ser lavagem. No Brasil, a média de custo de um preso num presídio estadual é de R$ 1,7 mil por mês. Mas nessa conta não está incluído o custo social e previdenciário. No presídio federal, o custo é mais elevado. O aparato tecnológico é caro, os salários dos servidores são mais altos e o número de agentes por preso é maior. Graças a isso, o país não gasta menos de 7 mil por preso ao mês.

— Apesar de investirmos tanto, as condições de regenerar alguém são mínimas. A pessoa é, na maioria das vezes, submetida a condições que a torna pior. É como se negássemos outra oportunidade — conclui Mozart.


AGENTES FEDERAIS EM AÇÃO CINEMATOGRÁFICA IMPEDEM FUGA DE CRIMINOSOS

pfAgentes Federais impedem a fuga de contrabandistas que transportavam carga ilegal para o Brasil, quando impediram a decolagem do avião batendo contra ele uma viatura da corporação. Com a ação, os agentes da PF–que filmaram o momento da abordagem, concluíram a apreensão da aeronave e a prisão de outros envolvidos que tentavam fugir.

A operação terminou com a prisão de cinco suspeitos –incluindo o piloto do avião– e apreensão de uma carga estimada em R$ 200 mil em notebooks, equipamentos de vigilância eletrônica e uma bicicleta.

Os produtos vinham  do Paraguai e seriam comercializados na região de Ribeirão Preto, segundo a PF.

Conforme as imagens da ação, no momento em que a aeronave começa a levantar vôo em um canavial entre as cidades de Pontal e Orlândia, no interior de São Paulo, o carro da PF começa a aproximação.

O veículo da PF atinge a asa esquerda do avião, que roda na estrada e para. Sem disparar um só tiro os policiais descem do carro e anunciam a prisão.

Parte da mercadoria ainda estava na aeronave, mas alguns produtos já tinham sido colocados pelos suspeitos em uma camionete, que levaria a carga para ser vendida em lojas da região, de acordo com os federais.

A investigação durou cerca de trinta dias.

aviao-rpO avião era “preparado” para o transporte de cargas, segundo os policiais , já que todos os bancos tinham sido retirados para facilitar a acomodação das peças.

Segundo a polícia, uma aeronave clandestina como a apreendida nesta terça-feira é comercializada por valores entre R$ 300 mil e R$ 500 mil.

Questionado sobre os estragos causados no carro da polícia, o chefe da Equipe policial afirmou que “o benefício” de apreender o avião compensa o dano e as imagens serão usadas em processo interno para justificar o prejuízo.

De acordo com o Delegado Souza, porta voz da operação, apenas o para-brisa do veículo foi danificado e o reparo deve ficar em aproximadamente R$ 400,00.

Veja a ação: http://t.co/C7Bjp0gB